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Espaço Luz e VidaQue nossas mãos possam ser portadoras de paz, de cura, de afagos, de carinho. Que escorra delas os mais límpidos sentimentos, de bálsamos, de alívio, de força, de luz. Que possam ser espraiados na terra árida fazendo germinar o amor entre as pessoas. Multiplicando cada melhor essência de nós e fazendo-nos fortes ao meio à tempestade. Deixando-nos ver o sol que nascer, que rompe a noite, que se faz dia, que se faz belo, que se faz vida, que se chama amor. Essa é a missão do Espaço Luz e Vida.

 

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Escrito por Elaine L. Teles   
Seg, 09 de Agosto de 2010 13:45

 Fotos shutterstock

 

O pólen retirado das plantas ajuda a prevenir o envelhecimento precoce e é boa fonte de proteínas, que enriquecem a dieta de quem não come carne


Na escola, aprendemos que o pólen é produzido pelas plantas e que também é a principal fonte de proteínas, vitaminas e lipídeos das abelhas. E se você descobrisse que essa bolotinha, depois de coletada, pode ser consumida tranquilamente por nós?

Há dez anos, a pesquisadora Lígia Bicudo de Almeida Muradian experimentou o pólen apícola pela primeira vez. “O sabor é diferente dos outros produtos das abelhas e sua textura é crocante”, afirma. Hoje, ela é professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e, além do gosto do pólen, descobriu que o alimento tem uma série de propriedades funcionais que beneficiam a saúde. O grão contém boas quantidades das vitaminas A, C e E, conhecidas pela ação antioxidante. Ao serem ingeridas, elas eliminam os radicais livres – resíduos do metabolismo celular agressivos para o organismo. As vitaminas C e E, principalmente, capturam esses vilões e os neutralizam, evitando que ataquem as células e provoquem envelhecimento precoce ou causem doenças como o câncer.

Nos estudos realizados na USP, foram encontrados até 500 μg/g de vitamina C (11,1% da recomendação diária); até 71 μg/g de vitamina E (7,1%) e até 5 μg retinol/g de vitamina A (8,4%). “Encontramos também as vitaminas do complexo B”, afirma Lígia Muradian. Uma delas é a B12. Junto ao ferro, essa substância é responsável pela regeneração do sangue. Por isso, previne a anemia, que é a diminuição do número de glóbulos vermelhos do sangue. Outras vitaminas do complexo B ainda ajudam no bom funcionamento do sistema nervoso central.

“Em 1999, uma pesquisa mostrou que o pólen também possui compostos com propriedades antibacterianas e antitumorais”, acrescenta Lidia Maria Ruv Carelli Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da Universidade de Taubaté (Unitau).

O pólen apícola é o composto de grãos de pólen e secreções das abelhas
que é transportado das plantas à colmeia
 
Proteínas para os músculos

Mais do que as vitaminas, o pólen apícola é reconhecido por sua boa quantidade de proteínas. A composição nutricional varia com a espécie vegetal, as condições ambientais, a idade e o estado nutricional da planta quando ele está se desenvolvendo. Mesmo assim, é possível estimar que, em média, o alimento é composto de 25% de proteínas. Elas são responsáveis pela construção e regeneração dos músculos. Outra boa notícia: o grão possui praticamente todos os aminoácidos essenciais, ou seja, todos os diferentes tipos de “tijolinhos” necessários para o corpo humano.

Além disso, segundo Lígia Muradian, o pólen apícola tem importância nutricional por apresentar carboidratos, lipídeos e minerais. “O produto ainda é rico em fibras, com 4% desse nutriente na composição”, completa. As fibras, vale ressaltar, são importantes por melhorarem o funcionamento intestinal.

Grão de história
 
“O pólen apícola é conhecido desde a antiguidade, tendo sido consumido por gregos, romanos e egípcios. Hipócrates (460-377 a.C.), o primeiro médico a se concentrar na prevenção de doenças, escreveu sobre os benefícios do pólen de abelha para a saúde humana”, diz Lígia Bicudo de Almeida Muradian, pesquisadora da USP. Durante séculos, o alimento tem sido consumido por diversas culturas, mas só recentemente os pesquisadores começaram a provar suas propriedades terapêuticas. No Brasil, a produção de pólen apícola iniciou-se no final dos anos 1980, mas só se intensificou a partir do ano 2000.

Como é coletado?As abelhas fazem bolinhas com o pólen durante seu voo de coleta. O apicultor precisa colocar uma espécie de rede na entrada das colmeias, fazendo que as abelhas atravessem um pequeno orifício por onde não passam as bolotinhas maiores. Assim, elas são recolhidas e levadas a uma estufa para serem secas e ficarem com o aspecto que conhecemos.

Só duas colheres

O consumo não precisa ser exagerado para que o corpo sinta os benefícios. Entre uma e duas colheres (sopa) de pólen apícola seco por dia é o suficiente. Pode ser ingerido em jejum, pela manhã, ou como ingrediente de pratos doces e salgados. É encontrado em lojas de produtos naturais, empresas ou associações de apicultores. “Nunca compre em ‘beira de estrada’, pois o pólen apícola pode estragar com sol direto, altas temperaturas e excesso de umidade. Se o produto não for corretamente processado, pode causar transtornos alimentares e até graves intoxicações”, afirma Lidia Maria Barreto.

Também é importante ficar atento a sinais de alergia. Os sintomas são vermelhidão no corpo e coceira na pele. Os casos mais graves têm sinais como rouquidão, edema na região interna da garganta e falta de ar. Caso algum deles apareça, o ideal é não consumir mais o pólen apícola antes de consultar um especialista.

É possível estimar que, em média, o alimento seja composto de 25% de proteínas

Fonte: Revista Vida Natural

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