"A luz só se revelará àquele(a) que souber penetrar na gruta, atingir o centro da terra, abrir o cofre, descartar o que não tem valor!"
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Espaço Luz e VidaQue nossas mãos possam ser portadoras de paz, de cura, de afagos, de carinho. Que escorra delas os mais límpidos sentimentos, de bálsamos, de alívio, de força, de luz. Que possam ser espraiados na terra árida fazendo germinar o amor entre as pessoas. Multiplicando cada melhor essência de nós e fazendo-nos fortes ao meio à tempestade. Deixando-nos ver o sol que nascer, que rompe a noite, que se faz dia, que se faz belo, que se faz vida, que se chama amor. Essa é a missão do Espaço Luz e Vida.

 

Caminhar pelo desconhecido PDF Imprimir
Escrito por Elaine L. Teles   
Ter, 23 de Dezembro de 2008 00:00
Seguir a intuição na hora de tomar decisões, ou encontrar saídas para problemas imediatos, é algo ainda extremamente difícil para a maioria das pessoas.

Visto que aprendemos muito cedo na vida que a mente é o único conselheiro confiável, desapegar-se deste apoio e caminhar guiado por uma percepção interior exige uma mudança radical de nosso sistema de crenças.

Quanto mais confiança colocarmos em nosso guia interior, maiores serão as chances de conseguirmos relaxar e permitir que ele se manifeste em momentos decisivos.

O relaxamento, aliás, é chave para este aprendizado. Sem ele, somos tomados pela preocupação e a ansiedade e sempre desejaremos agir de acordo com diretrizes previsíveis, seguindo padrões pré-estabelecidos pelo mundo exterior.

Os animais podem nos dar exemplos incríveis desta habilidade. Eles não pensam, simplesmente seguem seus instintos e confiam na orientação que recebem, reagindo a cada situação da vida de modo natural.

Nós, humanos, sempre temos a mente para direcionar nossas ações, com base em experiências já vividas. Se as experiências passadas foram negativas, elas certamente definirão o padrão de nossas expectativas atuais.

Quebrar esse condicionamento não é uma tarefa fácil, mas podemos realizá-la com sucesso através da observação permanente de nossas reações interiores.

Se conseguirmos reagir a cada situação respondendo de acordo com a percepção que sentimos naquele momento, iremos aos poucos aprendendo a caminhar com menos ansiedade por um território desconhecido.

A experiência passada pode nos servir de guia, mas não precisa ser determinante de um padrão mecânico de resposta que nos torna robóticos e previsíveis. Podemos recusar este destino e direcionar a vida de um modo mais vibrante, onde a pulsação de nosso coração seja o guia da jornada.

” A orientação é muito sutil, delicada, frágil.

… Para andar no mundo da orientação é preciso enorme confiança porque não se anda em segurança, anda-se no escuro. Mas o escuro dá uma certa emoção: sem um mapa, sem um guia, você caminha pelo desconhecido. Cada passo é uma descoberta e não é apenas descoberta do mundo exterior.

 Ao mesmo tempo, algo é descoberto dentro de você também. Um descobridor não só descobre coisas. Enquanto ele segue descobrindo mais e mais mundos desconhecidos, ele descobre a si mesmo também, ao mesmo tempo.

 Cada descoberta é uma descoberta interior também. Quanto mais você sabe, mais você sabe sobre o sabedor. Quanto mais você ama, mais você sabe sobre o amante.

Não vou lhe dar um destino. Só posso lhe dar uma orientação – desperta, palpitante de vida e desconhecido, sempre surpreendente, imprevisível.

Não vou lhe dar um mapa. Só posso lhe dar uma grande paixão por descobrir.

Sim, não é preciso um mapa; é necessária uma grande paixão, um grande desejo de descobrir. Então eu o deixo sozinho. Então você segue por conta própria. Entre na vastidão, no infinito, e pouco a pouco, aprenda a confiar nele.

Coloque-se nas mãos da vida…

… Porque cada momento é isso aí. Pode ser a vida, pode ser a morte; pode ser o sucesso, pode ser o fracasso; pode ser a felicidade, pode ser a infelicidade.

Cada momento… é isso aí.”


OSHO, do livro Intuição – o saber além da lógica

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